Pr—logo e Coment‡rios

 

 

Pr—logo

 

Uma Agenda em Constru�‹o:

Relatos em Primeira M‹o

 

Jo‹o Ferr‹o

Instituto de Ci�ncias Sociais, Universidade de Lisboa

 

A palavra miscel‰nea, no seu sentido original, corresponde a um gŽnero liter‡rio did‡tico. O termo patchwork refere-se a uma tŽcnica de unir tecidos de diferente dimens‹o, formato e cor.  E o voc‡bulo relato, do ponto de vista etimol—gico, significa transferir informa�‹o sobre algo que ocorreu atravŽs de narrativas curtas. No seu conjunto, estas tr�s palavras caracterizam o essencial desta publica�‹o.

 

Porqu� miscel‰nea? Porque este livro corresponde, antes de mais, a uma exposi�‹o muito completa de material diverso e complementar que permite que o leitor fique a saber o que Ž e-planeamento, por que raz‹o procura emergir como um dom’nio cient’fico aut—nomo, as suas finalidades e potencialidades, mas tambŽm os reptos de v‡ria natureza que a sua utiliza�‹o coloca do ponto de vista das rela�›es entre, por um lado, as tecnologias de informa�‹o e comunica�‹o, e, por outro, a nossa Sociedade e o nosso Planeta.

 

Porqu� patchwork? Porque a forma como essa exposi�‹o est‡ organizada baseia-se na articula�‹o de pe�as de natureza e proveni�ncia muito distinta. A publica�‹o inclui textos j‡ publicados e inŽditos, resumos de comunica�›es, partes de uma tese de doutoramento, trabalhos acadŽmicos e resumos de projetos, bem como documentos diversificados, como cartas, programas de cursos ou not’cias. A tŽcnica de uni‹o deste conjunto diversificado de contributos e fontes  - patchwork - baseia-se num duplo critŽrio: a reconstitui�‹o do processo de constru�‹o cient’fica  do e-planeamento e o estado da arte neste dom’nio atravŽs de tr�s desdobramento do tema que d‡ t’tulo ˆ obra,  i.e., o e-planeamento  e a ubiquidade das tecnologias de informa�‹o: cidades e territ—rios, inclus‹o e coes‹o; oportunidades no espa�o de l’ngua portuguesa; e desafios da transdisciplinaridade.

 

Porqu� relato? Porque esta publica�‹o integra um conjunto de contributos  curtos que, devidamente organizados, permite construir uma narrativa coerente e clara sobre o modo como o e-planeamento, enquanto ‡rea cient’fica, agenda de investiga�‹o e pr‡tica profissional, evoluiu desde que nasceu sob a lideran�a, entre outros, do Professor  Joseph Ferreira Jr. do Massachusetts Institute of Technology (MIT) a partir de investiga�›es na ‡rea da computa�‹o que remontam ao in’cio dos anos 1990.

 

A leitura deste livro transmite aos seus leitores o entusiamo de quem se aventurou na cria�‹o de algo novo: Joseph Ferreira Jr. no MIT, Pedro Ferraz de Abreu primeiro tambŽm no MIT e mais tarde em diversas institui�›es universit‡rias portuguesas, e todos os colegas e estudantes que se foram envolvendo em projetos comuns com o prop—sito de p™r as tecnologias de informa�‹o ao servi�o de causas maiores: cidadania ativa, desenvolvimento sustent‡vel, inclus‹o social, literacia digital, etc. ƒ este desassossego intelectual que perspassa por toda a obra e que permite que os autores v‹o muito alŽm dos debates convencionais sobre a rela�‹o C&T – sociedade.

 

Trata-se, portanto, de um registo em primeira m‹o, quase biogr‡fico, porque, sendo o e-planeamento uma ‡rea cient’fica recente, a hist—ria das ideias e o percurso dos seus principais protagonistas confundem-se necessariamente. Ao ler os diversos textos sentimo-nos testemunhas diretos desta agenda transdiciplinar que procura ganhar espa�o pr—prio, reconhecimento institucional e utilidade pr‡tica.

 

Esta publica�‹o funciona, assim, como um observat—rio da emerg�ncia dessa ‡rea cient’fica e respetiva agenda de investiga�‹o e a�‹o, da constru�‹o de um caminho pr—prio como outros h‡ muito fizeram em dom’nios hoje bem estabelecidos. 

 

O caminho das pedras Ž, ali‡s, o mesmo para todos os dom’nios que procuram, em algum momento da hist—ria, libertar-se de uma geografia demasiado r’gida das fronteiras disciplinares e, por isso, empobrecedora: consolida�‹o de lideran�as, reda�‹o de textos de refer�ncia, defini�‹o de uma agenda mobilizadora e federadora, concretiza�‹o de parcerias estratŽgicas, cria�‹o de cursos e de institui�›es com diferentes graus de formaliza�‹o, lan�amento de revistas, estabelecimento de uma comunidade cient’fica e de comunidades de pr‡tica. ƒ a converg�ncia destes diversos ingredientes que dar‡ maior ou menor for�a ˆ ‡rea cient’fica emergente, um processo tanto mais dif’cil quanto a natureza transdisciplinar do dom’nio em quest‹o vai necessariamente conflituar em v‡rias frentes com comunidades epistŽmicas e institui�›es bem estabelecidas.

 

Esta obra Ž para ser lida por quem aprecie a emo�‹o do bul’cio criativo, a excita�‹o da descoberta, a satisfa�‹o de contribuir para a abertura de novas fronteiras do conhecimento e da a�‹o. Mas Ž tambŽm um livro para todos aqueles que procuram colocar os extraordin‡rios avan�os observados no dom’nio das tecnologias da informa�‹o e comunica�‹o ao servi�o da cidadania e do desenvolvimento sustent‡vel.

 

 

Jo‹o Ferr‹o, Doutorado em Geografia Humana pela Universidade de Lisboa. çreas: geografia econ—mica e social, ordenamento e desenvolvimento regional e urbano. Foi Docente no Dept. Geografia da Faculdade de Letras e Investigador Coordenador do Instituto de Ci�ncias Sociais da Universidade de Lisboa. Pr—-Reitor da U. de Lisboa (2013-17); Secret‡rio de Estado, Ordenamento do Territ—rio e das Cidades (2005-09).

 


Coment‡rios

 

 

Jo‹o Carlos Vassalo Santos Cabral

Faculdade de Arquitectura, Universidade de Lisboa

 

O conjunto de textos que integram esta publica�‹o tem como tema a ‡rea de e-Planning como conceito e instrumento operativo enquadrando, como referido no pref‡cio, os desafios e potencialidades da Ubiquidade das Novas Tecnologias de Informa�‹o e Comunica�‹o (TIC).

 

Posicionando-se na interac�‹o entre desenvolvimentos nas ‡reas das TIC e dos sistemas e da pr‡tica do planeamento territorial, que conhe�o melhor, o conceito de e-Planning Ž cr’tico para a garantia da qualidade da produ�‹o das pol’ticas pœblicas assim como do ambiente social e constru’do em que s‹o formalizadas.

 

Os textos representam uma excelente descri�‹o e explica�‹o das v‡rias componentes e vertentes em que o conhecimento e pr‡tica de e-Planning devem ser entendidos, produzindo tambŽm uma narrativa do processo de cria�‹o, constru�‹o e consolida�‹o, na academia (indissoci‡vel do papel e contributo militante do Pedro Ferraz de Abreu), e nas diferentes institui�›es e servi�os da administra�‹o, de uma ‡rea de conhecimento de natureza assumidamente transversal com as resultantes dificuldades e condicionantes ˆ sua operacionaliza�‹o.

 

Neste sentido a reflex‹o e chamada de aten�‹o ao desafio da transdisciplinaridade Ž determinante para a garantia da interdisciplinaridade, da participa�‹o e da colabora�‹o em que o e-Planning, como um processo, tem o seu racional e a sua legitimidade.

 

 

Jo‹o Carlos Vassalo Santos Cabral, Arquitecto (ESBAL), Honours Diploma Urban and Regional Development Planning (Architectural Association, London), PhD (Urban and Regional Studies, U. of Sussex, U.K.), Investigador no CIAUD-FA-UL. Foi Professor Associado (com Agrega�‹o em Urbanismo), Director (2010-20) do Dept. de Ci�ncias Sociais e do Territ—rio, Fac. Arquitectura, Universidade de Lisboa.

 

 

 

JosŽ Manuel Pinto Paix‹o

Faculdade de Ci�ncias, Universidade de Lisboa

 

O e-Planeamento Ž uma ‡rea cient’fica cujo objecto de trabalho Ž o estudo e desenvolvimento da integra�‹o das tecnologias de informa�‹o e comunica�‹o no Planeamento, disciplina determinante no tratamento de problemas da vida real com ineg‡vel relev‰ncia societal.

 

O Planeamento consiste num processo estruturado de racioc’nio sobre as actividades necess‡rias para o atingimento de metas estabelecidas. Coloca-se em v‡rias ‡reas e sectores da sociedade (territ—rio, ambiente, transportes, educa�‹o, saœde, economia, etc.), tanto numa escala micro como macro. Em particular, Ž uma disciplina associada ˆ formula�‹o e implementa�‹o de pol’ticas pœblicas cobrindo um amplo leque de ac�›es, da an‡lise institucional aos quadros regulat—rios, da participa�‹o pœblica ˆ tomada de decis‹o.

 

Em qualquer um dos ‰mbitos de aplica�‹o, o Planeamento pressup›e o conhecimento da realidade em estudo sustentado em informa�‹o fi‡vel e relevante para o exerc’cio da antecipa�‹o de decis›es que lhe est‡ inerente. Especificamente, Ž essencial dispor de capacidade preditiva suportada na an‡lise, explora�‹o e modela�‹o de dados.

 

Neste contexto, Ž natural o papel de relevo das TIC (tecnologias de informa�‹o e comunica�‹o) desempenham, desde longa data, no Planeamento. Inicialmente, providenciando meios para o armazenamento de dados, correspondente explora�‹o com recurso a modelos estat’sticos e ˆ utiliza�‹o de tŽcnicas matem‡ticas para apoio ˆ tomada de decis‹o. Posteriormente, assistimos a um crescente envolvimento das TIC no Planeamento, tanto na capacidade de aquisi�‹o e acesso aos dados acesso como no seu processamento.

 

O vertiginoso desenvolvimento tecnol—gico registado nas œltimas duas dŽcadas implicou uma altera�‹o significativa na rela�‹o das TIC com o Planeamento, passando da l—gica de mera utiliza�‹o para a integra�‹o nos processos. De facto, o desenvolvimento extraordin‡rio verificado nas tecnologias de Òbig dataÓ confere-lhes um poder potencialmente dominante n‹o apenas na gest‹o da informa�‹o, mas tambŽm na produ�‹o de conhecimento, tanto pela pan—plia de tŽcnicas anal’ticas acess’veis como pela ÒprofundidadeÓ dos algoritmos de Intelig�ncia Artificial dispon’veis.

 

O e-Planeamento emergiu desta interac�‹o entre as tecnologias e o planeamento como Ž descrito no presente livro atravŽs do relato sobre a experi�ncia pioneira do Massachusetts Institute of Technology (MIT), em boa parte, vivida pelo autor enquanto membro afiliado da institui�‹o. Na realidade, ainda nos finais do sŽculo passado, o MIT antecipou a situa�‹o presente caracterizada pela ubiquidade da computa�‹o promovendo a sua integra�‹o progressiva e transversalmente com todas as ‡reas do conhecimento, das ci�ncias e engenharias ˆs artes e humanidades.

 

ƒ importante real�ar o papel de lideran�a assumido pelo MIT na vis‹o integradora da tecnologia com as ‡reas das ci�ncias sociais e humanidades, concretizada com a cria�‹o de uma unidade, dotada de um investimento impressionante de mil milh›es de d—lares, com uma miss‹o bem expl’cita no envolvimento de um conjunto abrangente de dom’nios cient’ficos tendo como ÒdriverÓ a vertiginosa onda tecnol—gica que assistimos no presente [1].

 

O impacto na sociedade das tecnologias (emergentes) Ž inquestion‡vel, nos dias de hoje. A Gera�‹o Z Ž exemplo extremo da transforma�‹o digital em curso, abrangendo cada vez mais pessoas e organiza�›es, alterando comportamentos e processos sociais.

 

Em particular, as novas TIC trazem novas condi�›es para melhorar a governa�‹o (incluindo governo electr—nico), a administra�‹o pœblica e servi�os de interesse pœblico essenciais, sejam eles providenciados pelo Estado, empresas privadas ou sociedade civil. Contudo, configuram amea�as que suscitam novos desafios nos mais variados quadrantes sociais e a uma escala global.

 

A agenda cient’fica do e-Planeamento Ž determinada pela necessidade de conjugar os (impar‡veis) avan�os tecnol—gicos com os (crescentes) desafios societais, inequivocamente multidisciplinares. Tal, obriga ˆ adop�‹o de uma metodologia focada na combina�‹o do conhecimento derivado de diferentes ‡reas do saber, combatendo ÒguetosÓ cient’ficos e promovendo a constru�‹o da massa cr’tica que assegure uma abordagem cient’fica dos problemas em estudo.

 

 

JosŽ Manuel Pinto Paix‹o, Lic. Matem‡tica (FC-UL), PhD Management Sciences and Quantitative Methods (Imperial College of Science & Tech., UK). Vice-Reitor da Universidade de Lisboa. Professor Catedr‡tico do Dept. Estat’stica e Inv. Operacional, Fac. Ci�ncias. Foi Director e Presidente do CD da FC-UL (2009/13,1995/01) e Secret‡rio de Estado Adjunto do Ministro da Ci�ncia e Ensino Superior (2003).

 

 

 

Manuel Ant—nio Assun�‹o

Universidade de Aveiro

 

Nos dias de hoje, ao mesmo tempo que se verifica um elevado grau de especializa�‹o, sempre maior, dentro de cada disciplina, assiste-se a uma multiplica�‹o de aproxima�›es cruzadas, que recorrem a saberes e metodologias de diferentes ‡reas do conhecimento. Isto Ž, designadamente, verdade em rela�‹o ˆs ci�ncias e tecnologias, onde h‡ um crescente esbatimento das fronteiras entre os mundos f’sico, biol—gico e digital. PorŽm, n‹o o Ž menos no que se refere ˆ constru�‹o de abordagens em que tanto a tecnologia como as ci�ncias sociais e humanas, e atŽ as artes, s‹o chamadas, em simult‰neo, a tomar um papel relevante.

 

H‡ um reconhecimento cada vez mais alargado da import‰ncia da interpenetra�‹o de informa�›es, conhecimentos, sensibilidades, olhares e mŽtodos distintos na tentativa de encontrar solu�›es para alguns dos maiores problemas com que a humanidade e o planeta se defrontam.

 

A quest‹o da saœde pœblica que a atual crise pandŽmica permite ilustrar melhor, os desafios da sustentabilidade, em geral, e a distribui�‹o da riqueza s‹o apenas alguns exemplos onde precisamos de dispor de l—gicas transdisciplinares. J‡ h‡, ali‡s, quem fale num regresso ao Renascimento ao ter presente esta necessidade da integra�‹o de todos os campos do saber numa mesma Òfilosofia alargadaÓ.  A defini�‹o,  execu�‹o e avalia�‹o de pol’ticas pœblicas, em particular, n‹o pode, naturalmente, dispensar uma tal abrang�ncia.

 

O e-Planning, como o livro de Pedro Ferraz de Abreu e co-autores evidencia, acautela, por um lado, o prop—sito de se proceder a uma actualiza�‹o de processos e instrumentos face ao contributo que as novas tecnologias da informa�‹o e comunica�‹o, e demais evolu�›es tecnol—gicas, trouxeram; e, por outro, tendo presente o enorme impacto que toda essa transforma�‹o acarretou, em particular, para o planeamento de cidades e territ—rios, n‹o descura tambŽm uma vis‹o ampla e integrada, necessariamente escorada em outros dom’nios do conhecimento que n‹o podem ser deixados de fora.

 

A publica�‹o sublinha, de modo muito apropriado, a aten�‹o que deve ser dada aos cruzamentos entre as ci�ncias sociais e humanas e todos os campos cient’ficos dispon’veis, para robustecer as solu�›es e valid‡-las o mais correctamente poss’vel, perante o saber existente. S‹o muito variados e significativos os aspectos explicitados na colect‰nea que comp›e a obra, nos quais se incluem oportunidades no espa�o da l’ngua portuguesa decorrentes daquele novo contexto, bem como desenvolvimentos com refer�ncia ˆ literacia digital e ˆ aprendizagem ao longo da vida. 

 

O livro e-Planning e Ubiquidade n‹o deixa tambŽm de questionar riscos, perigos e abusos, como sejam o acentuar de desigualdades e a dificuldade em identificar (e descartar) falsa informa�‹o - que pode vir, atŽ, associada a perfis de pessoas n‹o existentes - que resultam da omnipresen�a das TIC em todos os sectores da nossa vida.

 

     e-Planning e ubiquidade, com os desafios que lan�a e as hip—teses de resposta que prop›e, insere-se nessa preocupa�‹o por uma sociedade mais c’vica, alicer�ada em melhor conhecimento cient’fico e com mais inclus‹o e menos barreiras (para alŽm da imprescind’vel transdisciplinaridade), que Ž condi�‹o sine qua non para a necess‡ria sustentabilidade a todos os n’veis.

 

 

Manuel Ant—nio Assun�‹o, Lic. em F’sica (Faculdade de Ci�ncias, Universidade de Lisboa), Doutorado (Universidade de Warwick). Professor Catedr‡tico da Universidade de Aveiro, Investigador no Instituto de Nanoestruturas, Nanomodela�‹o e Nanofabrica�‹o. Eleito por tr�s vezes presidente da European University Continuing Education Network. Foi Reitor da Universidade de Aveiro (2010-18).

 

 

 

Carlos Francisco Lucas Dias Coelho

Presidente da Faculdade de Arquitectura, Universidade de Lisboa

 

Foi com particular empenho que a Faculdade de Arquitetura integrou o cons—rcio de Escolas que partilham o Programa Doutoral em e-Planning e abriu no seu Centro de Investiga�‹o mais esta frente de pesquisa.

 

Se na segunda metade do sŽc. XX se consolidou na nossa Institui�‹o o campo disciplinar do Urbanismo e posteriormente o de Design, o sŽc. XXI fica desde j‡ marcado pelo interesse neste novo conhecimento, afinal transversal ˆs suas tr�s ‡reas de base.

 

Apraz-me o facto desta publica�‹o ser coordenada pelo Professor Pedro Ferraz de Abreu, Docente da Institui�‹o, a quem congratulo, tanto pela organiza�‹o e conteœdo dos artigos, como especialmente, por ter conseguido integrar textos produzidos pelos Doutorandos, facto que permite constatar que do programa j‡ resulta a produ�‹o de conhecimento por uma equipa jovem, muito diversificada e complementar.

 

 

Carlos Dias Coelho, Arquitecto (FA-UL), Doutorado em Urbanismo (FA-UL). Professor Catedr‡tico do Departamento de Projectos de Urbanismo da Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa. Foi Professor Convidado ƒcole Supireure dÕArchitecture Paris-La Villette e Fellow na Tokyo University. Presidente da Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa.

 

 

 



[1] The mission of the MIT Stephen A. Schwarzman College of Computing is to address the opportunities and challenges of the computing age — from hardware to software to algorithms to artificial intelligence (AI) — by transforming the capabilities of academia in three key areas: supporting the rapid evolution and growth of computer science and AI; facilitating collaborations between computing and other disciplines; and focusing on social and ethical responsibilities of computing through combining technological approaches and insights from social science and humanities, and through engagement beyond academia.

https://computing-dev.mit.edu/news/a-college-for-the-computing-age/